Um poema de amor que ninguém
tivesse feito e só um merecesse
e só o outro entendesse
E aí estaria ele o amor
em estado de pura nudez
litográfica à século das luzes
in O Quarto Azul e Outros Poemas, edição Letra Livre, 2011.
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Rui Caeiro
Quando a manhã se insinua
e os corpos, obstinados, não querem
e não deixam e mais e mais
se escondem dentro da cama até
ao sufoco bom do fim da noite...
Coisas que só sabemos de ouvir dizer
manhãs assim não o conheceremos nunca
já que temos o amor, o desejo e mais
nada, temos pouco tempo e mais nada
e depois disso ainda a fome
que sempre nos sobra ou sobrevém
Quanto ao mais - dormir, acordar
juntos, passear à beira-mar, envelhecer
juntos como faz toda a gente
- ora esquece mas é.
in O Quarto Azul e Outros Poemas, edição Letra Livre, 2011.
e os corpos, obstinados, não querem
e não deixam e mais e mais
se escondem dentro da cama até
ao sufoco bom do fim da noite...
Coisas que só sabemos de ouvir dizer
manhãs assim não o conheceremos nunca
já que temos o amor, o desejo e mais
nada, temos pouco tempo e mais nada
e depois disso ainda a fome
que sempre nos sobra ou sobrevém
Quanto ao mais - dormir, acordar
juntos, passear à beira-mar, envelhecer
juntos como faz toda a gente
- ora esquece mas é.
in O Quarto Azul e Outros Poemas, edição Letra Livre, 2011.
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