Porque é que os lírios me deitam a língua de fora
Quando os corto;
E se torcem e contorcem
E se estrangulam entre os meus dedos,
Ao ponto de mal conseguir tecer esta grinalda
Para o teu cabelo?
Porque é que gritam o teu nome
E me cospem
Quando os tento juntar?
Terei de os matar
Para que fiquem quietos,
E enviar-te uma coroa de cadáveres suspensos
Que murchem e apodreçam
Na tua testa
Enquanto dansas?
Via arquivo de cabeceira
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
quinta-feira, 12 de abril de 2012
uma oferenda queimada
Porque não havia vento,
O fumo das tuas cartas pairou no ar
Por muito tempo;
E a sua forma
Era a forma do teu rosto,
Minha Amada
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Um ramo de rosmarinho
Não consigo ver o teu rosto.
Quando penso em ti,
São as tuas mãos que vejo.
As tuas mãos
Cosendo,
Segurando num livro,
Descansando por um momento à soleira da janela,
Os meus olhos conservam sempre a visão das tuas mãos,
Mas o meu coração guarda o som da tua voz,
E o suave brilho que é a tua alma.
tradução de Miguel Martins
Telhados de Vidro/Averno.
Quando penso em ti,
São as tuas mãos que vejo.
As tuas mãos
Cosendo,
Segurando num livro,
Descansando por um momento à soleira da janela,
Os meus olhos conservam sempre a visão das tuas mãos,
Mas o meu coração guarda o som da tua voz,
E o suave brilho que é a tua alma.
tradução de Miguel Martins
Telhados de Vidro/Averno.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
O Taxi
Quando me afasto de ti
o mundo bate sem força
como um tambor que enfraquece.
Eu chamo-te entre as estrelas lá no alto
e grito pelas cristas do vento.
As ruas, rapidamente,
uma a seguir à outra,
levam-me para longe de ti,
e os candeeiros da cidade furam-me os olhos
para que não mais contemple a tua face.
Porque deverei eu abandonar-te,
para acabar magoada nas afiadas esquinas da noite?
tradução de Ricardo Marques in Não Eram Rosas, Língua Morta, 2012
o mundo bate sem força
como um tambor que enfraquece.
Eu chamo-te entre as estrelas lá no alto
e grito pelas cristas do vento.
As ruas, rapidamente,
uma a seguir à outra,
levam-me para longe de ti,
e os candeeiros da cidade furam-me os olhos
para que não mais contemple a tua face.
Porque deverei eu abandonar-te,
para acabar magoada nas afiadas esquinas da noite?
tradução de Ricardo Marques in Não Eram Rosas, Língua Morta, 2012
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